quinta-feira, 5 de maio de 2016

Desporto Escolar - Regional de Xadrez





No passado dia 4 de maio, realizou-se em Évora o Campeonato Regional de Xadrez do Desporto Escolar, tendo a nossa escola participado com dez alunos, dos escalões de iniciados e juvenis, em representação do Alto Alentejo. Nesta prova, a equipa de Juvenis alcançou o segundo lugar e três dos elementos desta equipa (Afonso Teixeira, 2º lugar; Miguel Real, 7ºlugar; e Denis Lapuste, 8ºLugar) ficaram apurados individualmente para o Campeonato Nacional. Foi uma boa experiência para todos os nossos alunos, que puderam defrontar colegas de todo o Alentejo.


Professor Rui Vieira

quarta-feira, 27 de abril de 2016

O Palco é meu




A verdade é que todos nós somos do tecido de que são feitos os sonhos, uns mais, outros menos. São esses mesmos sonhos que fazem parte de nós, da nossa essência bem como do nosso ser.
Tudo o que um sonho precisa para ser realizado é de alguém que acredite que ele se possa tornar real. Já desde muito pequenina sonhava subir a um palco e simplesmente brilhar. Hoje, estou longe de chegar onde quero, mas acredito que um dia chegarei e sentirei o maior orgulho de todos.
Há pessoas que se sentem bem a escrever, outras a cantar ou talvez a tocar, eu sinto-me bem a representar, sinto-me feliz. Felicidade essa que dinheiro nenhum pode comprar, felicidade essa que não tem preço.
O Palco é Meu foi a realização de um sonho, e é importante saber que nunca é tarde ou cedo para a concretização do mesmo. Se acreditarmos, se lutarmos, nós conseguimos! Se existem medos? Imensos, mas no palco, o lugar onde tudo acontece, o foco está no guião. Acredito que quando a nossa vontade de voar é maior, os nossos medos não passam de coisas mínimas e ultrapassáveis nas nossas vidas. O objetivo é esse mesmo, não deixar que os medos se tornem maiores que a nossa vontade de voar.
A minha vontade de voar, a minha fé, a minha força sempre foi superior. Uma vez disseram-me para perseguir os meus sonhos, e se possível ultrapassá-los, realizando-os, dando-lhes forma, corpo e alma. Disseram- me para ir e eu fui.
Corri atrás deles, com toda a força, com toda a determinação e amor. Julguei -me capaz, acreditei em mim, lutei e alcancei. E agora, olhando para trás e relembrando todos os obstáculos e caminhos que me levaram aqui, a este mesmo lugar, sei agora que não poderia estar mais orgulhosa e grata por todos aqueles que acreditaram em mim.

Patrícia Meira
11ºC  Nº 24

sexta-feira, 4 de março de 2016

Que é pois o tempo?


Somos feitos de tempo, lavrados instante a instante pelos seus instrumentos
 
Sabemos todos o que é o tempo, mas ele continua a ser uma coisa difícil de descrever. É como se nos faltassem subitamente palavras e o próprio tempo nos impusesse um outro tempo para nos aproximarmos do que ele é. Há uma espécie de lentidão necessária, um dobrar da língua ao qual Santo Agostinho, nas “Confissões”, é bem sensível. Escreve ele: “Que é pois o tempo? Se ninguém me pergunta eu sei, mas se desejo explicar a quem o pergunta não o sei.”
 
E, contudo, somos feitos de tempo, lavrados instante a instante pelos seus instrumentos: conhecemos idades, estações, tempos mensuráveis e incontáveis, formas visíveis e invisíveis de tempo. Por vezes, o tempo passa por nós com um passo tão subtil que nem damos por ele; sem dilemas ou cesuras, ele como que flutua. Mas outras, o mesmo tempo atormenta-nos, cerca-nos com a sua voracidade, insidia-nos, faz-nos escutar cada vez mais perto os seus martelos, e damos por nós mais sós, vulneráveis à sua obsidiante vertigem. O que é pois o tempo? Não sei se esta pergunta terá algum dia cabal resposta. O importante, creio, é a compreensão de que este tempo que nos atravessa, este tempo preciso, somos nós mesmos. Somos o instante que se prolonga. Somos o duro desejo de durar, e isso não é senão tempo, duração.
 
Mas há uma sabedoria do tempo a redescobrir. O tempo não é apenas tempo. O tempo é uma arte e pede de nós três coisas. A primeira é a necessidade de desfatalizarmos o tempo. A mordedura de serpente do tempo é fazer-nos crer que já não temos tempo e que tudo é irreversível, tudo passa apenas uma vez. O tempo visto assim é trágico e fechado, experiência de pura perda, sem real possibilidade de transformação e, ainda menos, de redenção. Tudo nos foge por entre os dedos sem que consigamos colher a oportunidade, sem que possamos saborear o sentido. No polo oposto, o poeta Rainer Maria Rilke ajuda-nos a pensar a ideia de aberto como projeto. E o aberto o que é? É a possibilidade de cada um viver em abertura fecunda ao real, resumida assim: “A nossa tarefa consiste em impregnar esta terra, provisória e perecível, tão profundamente em nosso espírito, com tanta paixão e paciência que a sua essência ressuscita em nós o invisível.” A segunda coisa que nos vem pedida é que entendamos as nossas sucessivas crises em relação ao tempo (inseguranças, conflitos, atritos, interrogações), mesmo se dolorosas, como formas de operacionalizar o tempo enquanto lugar não só de fins mas de recomeços. São Gregório de Nissa dizia isso: “O tempo é uma sucessão de começos.” E gosto do que escreveu Christiane Singer num livro precioso que se chama “Do Bom Uso das Crises”: “Ao longo da minha vida, eu fui aprendendo isto, que nos acontecem as crises para evitar que nos sobrevenham coisas piores. E como exprimir o que é pior? O pior é ter tido a infelicidade de atravessar a vida sem perguntas e sem naufrágios, o pior é ter ficado à superfície das coisas e nunca ter acedido a uma outra dimensão.” O terceiro desafio é reaprendermos o tempo como dom que nos ensina os múltiplos e inesgotáveis sentidos do dom. Aquilo que conta o pintor japonês Hokusai no seu testamento tão conhecido: “Desde os 5 anos de idade que tinha a mania de desenhar a forma das coisas; aos 50 anos produzi um número razoável de desenhos, mas no entanto tudo o que fiz até aos 70 anos não é realmente digno do nota; pelos 72 anos aprendi finalmente algo da verdadeira qualidade das aves, animais, insetos e peixes e da natureza vital das plantas e das árvores; assim, aos 80 anos deverei ter já feito algum progresso; aos 90 deverei ter penetrado ainda mais no mais fundo sentido das coisas; aos 100 anos de idade deverei ter-me tornado realmente maravilhoso; e aos 110, cada ponto, cada linha que eu desenhe deverá possuir seguramente uma vida própria.”

[José Tolentino Mendonça | A Revista Expresso | Edição 2253 | 31/12/15]

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Dia Internacional das Pessoas com Deficiência


O Dia Internacional das Pessoas com Deficiência comemora-se anualmente a 3 de dezembro.

Esta celebração realiza-se desde 1998, ano em que a Organização das Nações Unidas avançou com a convenção sobre os direitos das pessoas com deficiência.
A data tem como principal objetivo a motivação para uma maior compreensão dos assuntos relativos à deficiência e a mobilização para a defesa da dignidade, dos direitos e do bem-estar destas pessoas.

Cada ano, o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência tem como fim consciencializar a população da importância da integração das pessoas portadoras de deficiência na sociedade.